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sábado, 4 de janeiro de 2014

Sexualidade – autoconhecimento e qualidade de vida

por Maria Cristina Gonçalves 

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
AMOR E SEXO
(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor) 


Sexo é vida. É expressão de vários sentimentos. Sexo é amor; é carinho; é autoconhecimento. Sexo é escolha. Sexo é liberdade. Sexo é dar e receber. Sexo é pura energia, integração com o universo. É cósmico.

Mas, acima de tudo, sexo é uma necessidade fisiológica. É básico. É instintivo. Parece óbvio, mas é preciso compreender e assimilar que os estímulos sexuais vêm impressos no ser humano, em seus genes mais primitivos. Entender o sexo como algo natural é premissa básica para se viver uma sexualidade plena.

Muitas pessoas buscam expressar sua vida sexual sob o ponto de vista racional e se esquecem de que já nascemos prontos para o sexo. Ainda que vivêssemos sós em uma ilha, o despertar da sexualidade aconteceria da mesma forma, a mando da natureza, numa época coincidente ao início da adolescência.

Engana-se quem pensa que sexo é a dois (no mínimo). Sexo, primeiramente, é um. É a oportunidade de cada indivíduo tomar contato com seus instintos, seu íntimo, sua essência, suas fantasias, suas sensações.

A excitação permite à pessoa alterações de comportamento, graças à ação dos ferormônios. Desta forma, o sexo transcende para o outro, e a comunhão de dois através da troca sexual é algo divino.

Como o ser humano é muito complexo, algumas vezes a simplicidade pode tornar-se complicada; e com o sexo não poderia ser diferente. Vários são os fatores que podem influenciar a sexualidade de uma pessoa: formação cultural, educação, religião, desvios psicológicos, violência sexual na infância, falta de diálogo com o parceiro, entre outros.

Mas, em essência, o sexo permite a perpetuação da nossa espécie e, melhor ainda, serve para nos dar prazer, muito prazer.

Benefícios do sexo

Os benefícios físicos da atividade sexual são vários:
• Aumento dos batimentos cardíacos.
• Aumento da capacidade pulmonar.
• Liberação de endorfinas (hormônio que nos dá a sensação de prazer e bem-estar).
• No caso das mulheres, maior vascularização pélvica (o que a protege contra agentes externos) e aumento da quantidade de muco (o que “lava” a vagina e renova a flora vaginal).

No âmbito psíquico, a prática do sexo:
• Favorece a criatividade.
• Estimula as fantasias.
• É uma excelente válvula de escape para o estresse.
• A liberação de serotonina ajuda a afastar transtornos psicológicos, como a depressão.

É possível viver sem sexo? 

Viver sem sexo é, em princípio, contra a natureza, pois as próprias modificações químicas que ocorrem no nosso organismo, durante o desenvolvimento do corpo e, especialmente, na adolescência, despertam nosso desejo para a prática sexual.

A própria natureza nos conduz ao sexo para a perpetuação da espécie. Portanto, nossa principal função neste mundo, segundo a lei da sobrevivência, é a procriação; e sem sexo, não poderíamos procriar.

Vale lembrar que mesmo sozinha, ou seja, sem um parceiro, uma pessoa pode experimentar sensações sexuais como excitação, ejaculação noturna, fantasias sexuais, dentre outras.

Entretanto, sobretudo deve se respeitar a pessoa que opta por uma vida sem sexo, como os celibatários, por exemplo.

Curiosidades

Machos e Fêmeas

No reino animal, as fêmeas passam por um período mensal em que seu corpo deixa evidente que estão no cio e, desta forma, os machos as procuram para o acasalamento. No caso da chimpanzé, por exemplo, ela incha e sua vagina fica exposta, assim os machos fazem fila e copulam em série. Dessa forma, ela acredita estar defendendo o filhote, já que todos os machos terão a dúvida se são genitores daquela cria. Com as leoas não é diferente. Caso ela seja encontrada sozinha com seus filhotes por outro leão, ele mata a cria e aguarda o próximo cio para copular e certificar-se que os filhotes serão seus. Já com as mulheres é diferente. Elas conseguiram esconder seu cio; nenhum homem é capaz de saber exatamente quando a mulher está ovulando e, portanto, não sabe exatamente quando ele pode engravidar. Dessa forma, desenvolveu-se a dinâmica social em que o homem fica ao lado da mulher com quem escolheu a fim de ajudá-la nas tarefas cotidianas, como educar os filhos e zelar pela casa.

Diferenças sexuais entre homens e mulheres
Uma das teorias para ‘medir’ quem precisa mais de sexo – se o homem ou a mulher – defende que seja o homem, pois ele produz espermatozóides diariamente (cerca de 300 por minuto), enquanto que a mulher ovula apenas uma vez por mês. Desta forma, o homem precisaria de mais copulações para disseminar esse esperma e garantir mais descendentes e a mulher teria a necessidade sexual diminuída.

Espermatozóides em equipe
Outro dado interessante é que, ao contrário do que muitos pensam, os espermatozóides não competem entre si e sim atuam em equipe, como num jogo de futebol. Existem os que atacam, os que defendem, os que abrem caminho e assim por diante. A competição só aconteceria no caso de espermatozóides de homens diferentes dentro da mesma mulher, na batalha pela fecundação do óvulo.

Sexualidade sem mistério

A vida sexual passa por diversas fases, acompanhando os diversos momentos da nossa vida e também das nossas escolhas. O que se pretende nesse livro é abordar cada uma delas sem preconceito, de forma realista, contando com experiências clínicas reais. Por isso, cada capítulo é complementado com respostas às dúvidas mais freqüentes referentes ao tema proposto.

Além disso, adentrar o universo da sexualidade em diferentes fases e momentos da vida, levando em conta as diferenças entre homens e mulheres na forma de viver e manifestar o desejo sexual. Exemplo: sexo na adolescência, na terceira idade, no casamento, sexo virtual, diferenças biológicas entre homens e mulheres etc.

Com linguagem clara, exemplos práticos e bem-humorados, o livro pretende ser uma porta de entrada para a discussão do tema sexualidade em família.

Ao utilizar um viés comportamental, o tema sexo, muitas vezes tratado como tabu ou de forma banalizada, passa a ser valorizado com um dos pilares do equilíbrio e do bem-estar do ser humano, sem ser super ou subvalorizado.

Como no sexo, a cada capítulo desse livro desejamos propiciar muita diversão, conhecimento e realização. Boa leitura!

Dica de Leitura
Sexualidade: Autoconhecimento e Qualidade de Vida

NEOQEAV



Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

"Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.

Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

"Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.

Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.

Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu.

Vovó partiu.

"Neoqeav"foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.

Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

"Mas o que Neoqeav significa?"

Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"
~

Li essa mensagem pela primeira vez há algum tempo atrás e nunca me esqueci dela. Com certeza uma das maiores provas de que o amor verdadeiro existe e vive entre nós.

Cura de Si Mesmo

Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós. Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga americana Louise L. Hay.

Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento. A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise.


Doenças / Causas:

Amidalite: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
Anorexia: Ódio ao externo de si mesmo.
Apendicite: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
Arteriosclerose: Resistência. Recusa em ver o bem.
Artrite: Crítica conservada por longo tempo.
Asma: Sentimento contido, choro reprimido.
Bronquite: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões.
Câncer: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
Colesterol: Medo de aceitar a alegria.
Derrame: Resistência. Rejeição à vida.
Diabetes: Tristeza profunda.
Diarréia: Medo, rejeição, fuga.
Dor de cabeça: Autocrítica, falta de autovalorização.
Dor nos joelhos: medo de recomeçar, medo de seguir em frente
Enxaqueca: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
Fibromas: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro (a).
Frigidez: Medo. Negação do prazer.
Gastrite: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
Hemorróidas: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
Hepatite: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
Insônia: Medo, culpa.
Labirintite: Medo de não estar no controle.
Meningite: Tumulto interior. Falta de apoio.
Nódulos: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
Pele (acne): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
Pneumonia: Desespero. Cansaço da vida.
Pressão alta: Problema emocional duradouro não resolvido.
Pressão baixa: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
Prisão de ventre: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente..
Pulmões: Medo de absorver a vida.
Quistos: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
Resfriados: Confusão mental, desordem, mágoas.
Reumatismo: Sentir-se vitima. Falta de amor. Amargura.
Rinite alérgica: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
Rins: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
Sinusite: Irritação com pessoa próxima.
Tiróide: Humilhação.
Tumores: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
Úlceras: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
Varizes: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.


Curioso não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos... principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos.

Toda Palavra tem Poder


"A esperança adquire-se. Chega-se à esperança através da verdade,

pagando o preço de repetidos esforços e de uma longa paciência. Para
encontrar a esperança é necessário ir além do desespero. Quando
chegamos ao fim da noite, encontramos a aurora."

Georges Barnanos



Sempre num lugar onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:

'Vejam como sou feliz!'

'Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.'

Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

'Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?'

'Vamos lá. Só tenho a ganhar', respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí pra frente sua vida foi uma sequência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição.

Contou ele: -Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:

'Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!'

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia:

'Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.'

Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:

'Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado.'

E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras.

O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.

Uma repórter ironicamente questionou: -O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor: Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cura da Alma


Quando falamos na cura da alma, normalmente associamos isso ao outro... um medico, um terapeuta, um novo amor... a outra pessoa que não seja "Eu".
Normalmente transferimos a maior das missões para O Outro. 
Devemos nos ver como mestres de nos mesmos, como seres poderosos e capazes de nos aperfeiçoar incessantemente... A busca pelo "EU Melhor" deve ser continua; nunca de forma desesperada, mas sim com resignação, humildade e sabedoria; tudo isso acompanhado de um imenso amor por nos mesmos; para que assim sejamos justos com a nossa caminhada evolutiva.
Precisamos dos outros como parceiros de uma caminhada; como irmãos a dividir os ensinamentos; como amantes a descobrir o meio termo do sentimentos; como filhos para  nos ensinar a educar; como amigos a nos dar apoio e companhia; como pais que nos ensinam a arte de que ninguém é de ninguém; como o mestre que ate errando tira disso uma lição a nos passar...
São tantas as formas de nos relacionarmos com os outros... porem a mais intensa e profunda alem de eterna é a relação que temos com " Eu".
Para desempenhar todos os papeis que temos ao longo da vida temos que ser "EU" mais que completo e mais que presente e a frente de todas as situações, nunca passando para outros o que é da nossa Obrigação e Missão.
Quando a plenitude nos preenche sobra espaço para o aperfeiçoamento constante... sem culpas, sem alto punição. 
"QUE O SEU 'EU' SEJA CADA VEZ MELHOR E MAIS PLENO DE AMOR; PARA QUE ASSIM VOCÊ POSSA PARTILHAR SUA CAMINHADA COM TANTOS OUTROS, SEM SI PERDER DE SI MESMO".
Por Luciana Silva

KUAN YIN - A GRANDE MÃE



Para os chineses, a energia yin é associada ao feminino, à suavidade, aos sentimentos profundos. Também está ligada à água, à noite e ao silêncio. Todas essas qualidades ajudam a descrever Kuan Yin, ou Kuan Shih Yin, “aquela que ouve os lamentos do mundo”. Em muitos países da Ásia, é a amada MÃE DIVINA, que cura e alivia os sofrimentos, pois de seu coração transbordam AMOR INCONDICIONAL E COMPAIXÃO. Exprime o arquétipo da mãe que compreende os filhos e os ajuda sempre desde que o pedido seja justo. “A repetição de seus mantras é poderosa e eficaz”.


Diz-se que Kuan Yin já viveu na Terra. Era filha de um rei desejoso que ela se casasse com um príncipe para absorver mais poder. Mas Kuan Yin decidiu ir para um convento, onde aperfeiçoaria as práticas espirituais. Inconformado com a decisão da filha, o rei pediu às monjas que fossem duras com ela para ver se Kuan Yin desistiria do intento. A princesa não cedeu, e o rei jamais a perdoou. Já velho e doente, mandou chamar a filha. Generosa, ela o curou com um toque de mão. Além disso, Kuan Yin fez o voto de não ingressar no Nirvana – lugar (ou estado) de suprema beatitude – enquanto um só ser do universo precisasse de sua ajuda. 

É esse seu voto de ajuda incodicional que os fiéis lembram a ela quando pedem seu auxílio. Como um bodisatva (pessoa elevada que se sacrifica em benefício do mundo), ela sempre os atende. É bem provável que Kuan Yin seja a forma chinesa de uma divindade do Tibete: Tara, a tradução de “estrela”, a deidade da compaixão, que teria chegado à China com o budismo. Para os chineses, a representação tibetana (e indiana) de Avalokistevara, o Buda da Compaixão, era estranha: um ser com várias cabeças e braços, simbolizando a capacidade de ajudar. A doce Tara era mais aceitável como a imagem de amor e foi ela que se propagou sob a forma de Kuan Yin.


Os símbolos mais associados a Kuan Yin são o lótus branco, o vaso de néctar da longa vida e da felicidade (ou orvalho doce), um alvo pássaro, o mar e os peixes, o salgueiro e a pedra (ou pérola) que realiza todos os desejos (chintâmani, no antigo idioma sânscrito). Muitas vezes, Kuan Yin é representada próxima a um dragão (símbolo da sabedoria celestial) ou acompanhada de dois serviçais. Seu mantra, repetido com a ajuda de um mala (rosário) de 108 contas, é: 
NAMO TA-PEI KWAN SHIH YIN P'U-SA(em Chinês)
NAMO MAHA KARUNA KWAN YIN BODHISATTVA( em Sânscrito)
OM MANI PADME HUM (tibetano antigo), 

AMOR E COMPAIXÃO À TODOS...

Flor de Lótus


Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro. 

 A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).
A flor de lótus é também muito estudada por botânicos que usam os avanços da tecnologia para tentar descobrir por que a flor de lótus nunca fica suja e absorve toda sujeira que nela se encontra. É chamada por eles de auto limpante. Cientistas estudam a flor há muito tempo e seus mistérios são muitos. Para os cientistas os grandes mistérios são que mais atraem e com certeza eles vão desvendar muitas curiosidades sobre a flor de lótus. A imagem da flor de lótus também é vista como a criação do mundo na Índia e por esse motivo em muitas gravaras de lá os deuses sempre estão perto de uma flor de lótus seja sentado ou em cima delas. A flor de lótus também esta no yoga como uma posição. No caso do budismo a flor de lótus significa o amor de Buda.
Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.

É uma flor muito fácil de encontrar na Ásia e nasce em lugares que possuem muita água. Para cultivar uma flor de lótus não é muito difícil basta coloca-la em lagoas, vasos imersos, tanques de jardim, pois ela precisa muito de água, pois é uma planta aquática. A flor de lótus não precisa ser regada, pois já vive na água e para adubá-la basta faze-lo uma vez por ano. A flor de lótus deixa o espaço natureza bem mais agradável e bonito. A flor de lótus requer alguns cuidados para que fique bonita e não morra e um deles é ficar exposta ao sol o maior tempo possível. Ela também é uma flor muito sensível e por isso não se dá muito bem com geadas. Possui uma haste bem comprida e com isso pode ficar em ate um metro de distancia da água. A flor de lótus é bastante perfumada e deixa as águas mais encantadoras.
A Flor de Lótus envolve vários aspectos da vida. O caule cresce através da água e suas raízes ficam submersas à lama. Com os raios de sol, a flor desabrocha e cresce, se transformando em uma linda imagem. Simbolizando o progresso da alma que mesmo vindo da lama materializa-se na primavera e acaba superando todas as dificuldades. Essa é uma das únicas flores que sobe tantos centímetros acima da superfície, sendo que ela é uma planta que vive na água, assim como muitas outras. Além disso, exiba uma linda beleza.
O lótus é uma das melhores metáforas do budismo aparece em todos os tipos de arte budista em todas as culturas budista elas muitas vezes embelezam as artes têxteis, cerâmicas e arquitetura.

A mais importante divindade budista “Buda” é associada a lótus, por estar sentada sobre uma em plena floração ou tela em suas mãos isso aparece em algumas imagens do Buda de pé ou cada pé repousa sobre um lótus separada. Buda sempre esta representado em um lótus florescente. Isso por que a crença diz que a flor de lótus fechada é como o coração do seres que só desabrocha depois que o sentimento de Buda os toca. Cada cor também tem um significado diferente. A cor mais comum é a branca.

A Lótus Branca significa pureza, perfeição em relação ao estado espiritual e mental do ser, no caso a flor. A cor proclama a sua perfeição na natureza, assim como sua cor, que em todos os sentidos já significa pureza. Para entender mais sobre o assunto, procure a religião Budista.


Lenda:
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram – do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.